Quinta-feira tem programa especial sobre o Homem de Ferro na MTV e temos um pouquinho de participação no conteúdo: Fomos convidados pela MTV para ajudar com o roteiro do programa. O conteúdo especial que criamos durante os últimos meses, sobre o Universo Marvel e sobre o novo filme, fará parte do programa do PC Siqueira, [...]
Quem teve infância já sabe: o clímax de Super Mario Bros 3 é bem difícil quando você joga no modo tradicional – com a linguinha pra fora, segurando firme o controle do NES… Pensando nesse momento tenso (e inesquecível) de nossas vidas, Brandon Laatsch teve a ideia de ilustrar os desafios da última fase do jogo. Ele criou o First-Person Mario: Endgame, que faz com que você tenha a visão em primeira pessoa, como se fosse o próprio Mario indo quebrar o Bowser. A tarefa não foi fácil: o vídeo precisou de 50 dias de renderização (e você aí reclamando do Rhinoceros e 3D Studio Max…). Só não espere para dar uma olhada na Princesa Peach de pertinho, porque tudo volta ao 2D bem na hora do resgate. Mamma mia! ;)
Tatiana Giglioescreve, mas não é poeta. é do rock, da publicidade, e do Plush Blush, canal feminino do UoD.
por Aline Valek em quinta-feira, fevereiro 21, 2013 ·
Gavião Arqueiro nunca esteve entre meus heróis preferidos. Para ser bem sincera, o herói só me chamou a atenção com o filme Avengers — até então, tudo que eu sabia sobre ele (além de ser o cara do arco-e-flecha, claro) é que ele já atuou ao lado da Viúva Negra em diversas ocasiões.
Então eu descobri esta série do Gavião Arqueiro. Nunca tinha lido nenhuma história solo do herói e nem sabia ao certo o que esperar. Mas em poucas edições eu já estava me divertindo horrores com as aventuras do Hawkeye (Clint, para os mais chegados). Não foi difícil eu virar fã.
algumas capas
Para você ter uma ideia, imagine o seguinte: ele é um cara que anda com os Vingadores; são caras que usam armadura. Magia. Têm super-poderes, tipo super-força, poder de encolher, de crescer ou fator de cura. E ele é um órfão criado no circo, que luta com uma arma da era paleolítica: um pedaço de pau com uma corda. Isso já define bem o clima das histórias escritas por Matt Fraction.
Clint Barton é um cara comum e bastante fodido. Ele ser um arqueiro excepcional não muda o fato de que tudo tende a ser mais difícil pra ele. Ele não é um Tony Stark, né gente?
Logo, as histórias dessa série se baseiam em tretas simples e quase cotidianas. Hawkeye salvando um cachorro. Ajudando o pessoal do seu prédio a lidar com um gângster que triplicou o valor do aluguel dos moradores. Fugindo dos sequestradores de uma moça que acabou de conhecer (e de levar para a cama). Convocando Tony Stark para ajudar a montar seu aparelho de DVD. Coisas assim. Se esses conflitos não parecem interessantes para você, espere só até o roteiro surpreender você. É COMO as histórias são contadas que as tornam interessantes.
melhor cena
Tão bom quanto o roteiro e os diálogos são os desenhos. Vários desenhistas se revezam entre as edições, mas devo dizer que o traço do David Aja foi o que mais me impressionou.
Dos desenhistas todo mundo sempre fala. Mas é o colorista de Hawkeye que mais merece destaque. Matt Hollingsworth caprichou nas cores, criando um visual difícil de ignorar. Dá uma olhada nessas páginas:
Como não amar? Posso não ter familiaridade com a versão clássica do herói, mas depois dessas histórias passei a nutrir uma grande simpatia por Clint Barton e especialmente por sua parceira, Kate Bishop. Eis outro ponto forte da série: uma personagem feminina de grande presença, que eventualmente precisa salvar o colega das encrencas em que se mete. Não é ótimo quando quebram um pouco aquele clichezíssimo “herói-que-salva-a-mocinha”?
Isso faz da série Hawkeye um trabalho ainda mais certeiro quando o alvo é conquistar novos fãs. E essa flecha me acertou em cheio.
Aline ValekEscritora e redatora. Se hoje gosta tanto de escrever, a culpa é dos quadrinhos.
por Aline Valek em quarta-feira, fevereiro 20, 2013 ·
Ainda lembro do medinho que eu senti antes da estreia de The Avengers (2012). Motivo? A minha personagem favorita de todos os tempos estaria nele e, depois de várias decepções com personagens de quadrinhos sendo transportados para o cinema, além da forma como as mulheres são representadas em geral na mídia, eu não queria alimentar muitas expectativas. Felizmente, eu me surpreendi. Com o filme e com a participação da Viúva Negra na história.
É claro que não fiquei 100% satisfeita. Mas a Natasha Romanoff dos cinemas não era, afinal, muito diferente daquela que me fez virar fã da personagem. Scarlet Johansson teve um papel determinante nesse resultado, embora eu tenha demorado a me acostumar com a ideia; achava que Scarlett tinha muito mais a ver com Yelena Belova do que com a Romanoff, e, bem, eu nutro uma certa antipatia pela substituta loira da Viúva Negra.
Yelena Belova
Não vá achando que vou aqui resenhar um filme que, apesar de memorável, ficou no ano passado. Já estou projetando minhas expectativas para o próximo. Apenas resolvi usá-lo como pretexto para apresentar essa personagem brilhante. Porque não importa quanto destaque a Viúva Negra tenha, sempre vou achar pouco.
por Aline Valek em terça-feira, fevereiro 19, 2013 ·
Uma das coisas incríveis que o cinema fez pelos quadrinhos — além de ter colocado a Scarlet Johansson como Viúva Negra — foi apresentar os heróis para um público completamente novo. Muita gente nunca precisou abrir uma revista do Homem de Ferro para se descobrir fã do herói; mas, aos que foram cativados pela interpretação do Robert Downey Jr, fica o convite para conhecer o Homem de Ferro dos quadrinhos e ficar ainda mais fã.
Abaixo, uma seleção das melhores histórias do Homem de Ferro que você precisa conhecer. Olha só:
1. Extremis
Considerada uma das melhores histórias do herói, “Extremis” é um arco em 6 edições escrito por Warren Ellis e com traços de Adi Granov. Um ótimo motivo para os fãs dos filmes Iron Man conferirem essa história é a possibilidade do terceiro filme do Homem de Ferro ser baseado nesse arco. Em “Extremis”, a história do herói é recontada e adaptada para os tempos atuais, mas a trama gira em torno de um vírus, que, ao ser injetado em Stark, permite que ele se conecte mentalmente às máquinas que ele criou, possibilitando que ele até mesmo controle um exército de Homens de Ferro!
2. Guerra das Armaduras
Esta saga tem duas versões: a clássica, publicada nos anos 80, e a Ultimate, uma adaptação da história para os tempos atuais. Em ambas, a tecnologia de Stark cai em mãos erradas e o Homem de Ferro precisa derrotar seus poderosos inimigos de armadura. Isso lembra a você alguma coisa? Pois é, esse conflito esteve presente nos dois primeiros filmes.
3. Reinos Sombrios: o mais procurado do mundo
Imagine se um grande vilão, como Norman Osborn (o Duende Verde inimigo do Homem-Aranha), virasse diretor da S.H.I.E.L.D e procurasse manter para si a imagem de herói enquanto busca destruir os heróis de verdade. É o que acontece na série “Dark Reign” (ou Reinos Sombrios), que tem início com o arco Invasões Secretas. Em O Mais Procurado do Mundo, Tony Stark precisa evitar que sua tecnologia e as informações secretas sobre os demais super-heróis caiam nas mãos de Osborn, que começa a confiscar e destruir as armaduras do Homem de Ferro. É nessa história que Pepper Potts descobre a armadura que Stark havia construído para ela e torna-se a heroína chamada “Resgate”.
4. Stark: Disassembled
Gostou da história anterior? Então você já sabe o que ler em seguida: a história Stark: Disassembled (no Brasil, Stark: A Queda), uma minissérie em 5 edições em que Pepper precisa ajudar Tony a sair de um coma. Esta história chegou a ganhar um prêmio Eisner Awards como “Best New Series” (e as capas são bem legais).
5. Homem de Ferro & Thor
Nessa publicação mensal, você acompanha histórias dos dois heróis, inclusive a megasaga “A Essência do Medo”, em que um poder maligno desperta e começa a alterar tudo o que você conhece sobre o Universo Marvel.
E você, tem outras dicas de quadrinhos do Homem de Ferro? Compartilha com a gente!
Aline ValekEscritora e redatora. Se hoje gosta tanto de escrever, a culpa é dos quadrinhos.
por Aline Valek em segunda-feira, fevereiro 18, 2013 ·
Uma das vantagens de ter transformado Thor em super-herói foi levar para o Universo Marvel a mitologia nórdica que acompanha o herói, incluindo seu fantástico mundo. Ou melhor, seus nove mundos.
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Asgard e seus mundos adjacentes se encaixaram direitinho em um universo cheio de dimensões paralelas e realidades alternativas onde eventualmente os heróis da Marvel vão parar. Caiu como uma luva. A Terra, onde os humanos e a maioria dos heróis se encontram, é conhecida pelos conterrâneos de Thor como Midgard; e, assim como o lar do deus do trovão, é mais uma das inúmeras dimensões que habitam esse universo.
Nesse cenário, as lendas que já conhecemos ganham uma explicação. Enquanto os humanos acreditam que Asgard não passa de um mundo fantasioso, sua mitologia seria, na verdade, o indício da existência dessa nova dimensão, cheia de heróis e poderosos inimigos que podem intervir diretamente na Terra.
E a lenda vocês conhecem: Yggdrasil, a árvore do conhecimento e da vida, é o eixo dos mundos, unindo desde Nilfheim, o mundo sombrio em suas raizes, até Valhalla, em sua parte mais alta. Com algumas adaptações, a Marvel apresentou nos quadrinhos basicamente a mesma estrutura encontrada na mitologia nórdica.
Cada um dos mundos é habitado por espécies diferentes:
Midgard, a Terra, é habitada pelos humanos (e super-humanos, claro);
Asgard é a terra de origem do herói Thor, e é habitada pelos aesires;
Jotunhein, onde o vilão Loki nasceu, é a terra dos gigantes de gelo;
Em Vanahein vivem os vaniris, espécie irmã do povo de Asgard;
Alfheim é a terra dos elfos;
Em Nidavellir vivem os anões;
Svartalfheim é o lar dos elfos negros;
Muspelhein, onde vivem terríveis demônios de fogo; e
Hel, o reino dos mortos.
O primeiro filme de Thor (2011) deixa clara a ligação entre esses mundos, ao mostrar a passagem de Asgard para Midgard por meio da ponte do Arco-Íris, guardada por Heimdall. Mas vem mais por aí. É bem possível que Thor: The Dark World mostre os nove mundos.
Com a direção de Alan Taylor (diretor da série Game of Thrones), que tem experiência com ambientes de fantasia, a expectativa é que a gente tenha um vislumbre dos nove mundos de Asgard e como eles se encaixam em um todo. Se Thor passará por todos eles, não sei, mas pelas fotos dos bastidores mostrando os elfos negros dá para saber que pelo menos Svartalfheim será importante nessa história. É esperar para ver.
Aline ValekEscritora e redatora. Se hoje gosta tanto de escrever, a culpa é dos quadrinhos.
por Aline Valek em sexta-feira, fevereiro 15, 2013 ·
Desde que Robert Downey Jr. encarnou o Homem de Ferro nos cinemas, a armadura do herói virou um ícone pop. Mas ela não é a única, como já dá para ter uma ideia nos dois primeiros filmes — e nos quadrinhos é possível descobrir outras variações dessa poderosa arma de combate construída por Stark.
Monge de Ferro
Quem viu o filme Iron Man (2008) já foi apresentado a esta armadura. Construída por Obadiah Stane com tecnologia roubada de Stark, o Monge de Ferro é o principal antagonista do filme e um inimigo clássico do Homem de Ferro, tendo feito sua primeira aparição nos quadrinhos em 1982.
Máquina de Guerra
A versão cinza do Homem de Ferro, comandada por James Rhodes, amigo de Tony Stark. James era um militar antes de assumir a armadura e identidade do Homem de Ferro enquanto Stark se afundava na bebida. Depois Stark acaba construindo a Máquina de Guerra (War Machine), uma versão adaptada para James Rhodes, que tem uma importante participação em histórias como Guerras Secretas. E tudo indica que o personagem vai marcar presença em Iron Man 3!
Iron Widow
No universo Ultimate, Tony Stark e Natasha Romanova ficam noivos (um baita casal, não é?), e o multimilionário achou que uma aliança de compromisso seria algo simples demais. Então Stark, quase nada exagerado, constrói uma armadura como presente de noivado. Uma ARMADURA, gente. Bem parecida com a do Homem de Ferro, a versão feminina e toda negra da armadura caiu muito bem na Viúva Negra. Já na animação Next Avengers, a Iron Widow é um robô construído por Stark em memória à espiã.
Homem de Titânio
Como seria a imitação russa da armadura de Homem de Ferro? Bem feia, se considerarmos o Homem de Titânio. Criado em tempos de Guerra Fria, o vilão apareceu nos quadrinhos em 1965 para ser o inimigo soviético do nosso herói anti-comunista e já ganhou várias versões, inclusive para o Universo Ultimate.
Patriota de Ferro
Uma mistura de Homem de Ferro com Capitão América, essa patriótica armadura aparece no arco “Dark Reign”, publicada em 2008 pela Marvel. Não deixe o visual heróico da armadura enganar você: quem a veste está cheio de más intenções e é, nada mais nada menos, que o maligno Norman Osborne, também conhecido como Duende Verde. Nessa história, Osborn se torna diretor da S.H.I.E.L.D, confisca as armaduras de Stark e constrói o Patriota de Ferro para se mostrar como um herói. Boa tentativa, cara.
Rescue Pepper
Sim, mais uma armadura feminina! A secretária de Stark, Pepper Potts, é fatalmente ferida no peito por estilhaços de uma bomba. Seu chefe cria um reator, como o dele, para impedir que ela morra. Depois ela descobre uma armadura que Stark criou secretamente para ela. Vestida com ela, Pepper torna-se a heroína “Resgate”.
Dínamo Escarlate
Essa armadura teve mais versões do que eu consigo contar e vários donos, a grande maioria russos (e um chinês no Universo Ultimate). Só o fato de ele ser vermelho e soviético já explica porque é um dos vilões mais ativos do Homem de Ferro; não é difícil encontrar essa armadura em histórias antigas e atuais, em animações e até games (como na imagem abaixo). E você lembra do vilão interpretado por Mickey Rourke em Iron Man 2? Pois é, apesar de ser uma adaptação do Chicote Negro (ou Whiplash), o personagem traz elementos que remetem ao Dínamo Escarlate.
Com tantas armaduras poderosas circulando por aí, Tony Stark que se cuide.
Aline ValekEscritora e redatora. Se hoje gosta tanto de escrever, a culpa é dos quadrinhos.
Enquanto você corria atrás do Trio Elétrico, no Jacob Javits Center de Manhattan rolava a Toy Fair 2013. O centro de eventos que já foi sede de memoráveis MacWorld, cedeu espaço para uma feirona de brinquedos, a mais importante do mundo. Brinquedos 1.0 mesmo. Playmobil, Barbies, Play-Doll, essas coisas. A feira atraiu mais de 30.000 profissionais do mercado. Boa parte dos brinquedos é mais do mesmo. Mas sabe aquela história que você ouviu numa palestra em 2005 dizendo que não existe mais fronteira entre o on e off na Propaganda? Pois bem. Curioso ver que não é só na Propaganda que isso aconteceu. Separei aqui 5 exemplos de brinquedos que romperam a barreira do off/on. Na imagem que ilustra o post, um kit de maquiagem “virtual” da Barbie. A maquiagem só aparece no espelho que, na verdade, é um iPad. Depois do jump alguns outros mash-ups como um Draw Something do mundo real e um Jenga-Tetris.
Gustavo GiglioPublicitário. Sócio do UoD. Responsável pelo mkt, novos negócios e projetos. É da música e da Guinness.
por Aline Valek em quinta-feira, fevereiro 14, 2013 ·
Foi com uma bombástica imagem de Tony Stark seminu que a Marvel resolveu surpreender os fãs do Homem de Ferro nas últimas semanas. A imagem é essa aqui:
Até então ninguém sabia de nada além disso, mas, recentemente, o roteirista Kieron Gillen acabou com o mistério.Iron Man: Secret Origin será um arco em 11 ou 12 edições, a ser lançado em maio, que irá contar a história do legado de Howard Stark que ninguém conhece.
O arco começa na revista Iron Man #9, e traz histórias de Tony Stark no tempo presente, com flashbacks de seus pais Howard e Maria Stark (será que algo no estilo How I Met Your Mother?). Gillen promete que será algo grande, e que Tony Stark irá mudar sua visão sobre tudo.
Parece que em Iron Man: Secret Origin surgirá a mais poderosa das armaduras. Detalhe: ela se chama “Godkiller”. O que faz dela tão especial? “É grande”, responde o roteirista.
Enfim, saberemos porque Tony é diferente. Entenderemos como Tony veio a ser o que é.
E sim, veremos Tony Stark bebê. :)
Aline ValekEscritora e redatora. Se hoje gosta tanto de escrever, a culpa é dos quadrinhos.
por Aline Valek em quarta-feira, fevereiro 13, 2013 ·
Desgraça dos deuses. Origem da enganação. Deus da mentira. Esses são alguns dos apelidos carinhosos pelos quais é conhecido Loki, deus da mitologia nórdica e vilão do panteão dos quadrinhos.
Quando resolveu trazer para o Universo Marvel o deus Thor, Stan Lee se apropriou de toda a mitologia envolvendo o personagem, incluindo Asgard, Odin, gigantes, Mjölnir e, por que não, Loki. O deus da trapaça seria perfeito no papel de vilão — e todo herói precisa de um.
Mas, prestando atenção às origens mitológicas do personagem, podemos nos surpreender. Ele é complexo demais para ser considerado apenas um cara mau. Criativo e travesso, Loki assume a forma que quiser para enganar os outros e atingir seus objetivos, que nem sempre são mal-intencionados.
Loki mitológico versus Loki dos quadrinhos
Vejam só, ele até já ajudou Thor a recuperar seu martelo, em uma das histórias do Edda em verso. O Mjölnir havia sido roubado pelo gigante Thrym, que exigia, em troca do martelo, que lhe fosse enviada Freyia (a afrodite nórdica) como noiva. Como esta recusou, Loki convenceu Thor a se vestir de noiva para enganar Thrym e buscar o martelo, sem o qual corria o risco dos gigantes invadirem Asgard. E lá foi Thor vestido de noiva com Loki vestido de dama de companhia (RISOS) buscar o Mjölnir e matar o gigante.
Loki só começou a ser considerado um deus maligno quando o cristianismo foi introduzido na Escandinávia. Do ponto de vista cristão, Loki representava a amoralidade, portanto era mau. Seu jeito atrevido, insubordinado e sua habilidade com disfarces fizeram de Loki a analogia perfeita para o Diabo do cristianismo.
E foi nessa roupagem maligna que Loki foi apresentado nos quadrinhos. Sua primeira aparição foi na revista Journey Into Mistery #85, de 1962, e, assim como na mitologia, Loki era filho de Laufey, rei dos gigantes de gelo. Nos quadrinhos, sua origem foi revelada em uma edição de 1965, quando Odin adotou o pequeno Loki depois de derrotar a raça de gigantes.
Loki foi criado como filho por Odin, mas sempre se ressentiu por Thor ser mais amado. Esse conflito motivou o antagonismo de Loki e, inclusive, fez parte da trama central do primeiro filme de Thor. Por ser rejeitado também pelos gigantes e não ter mais direito a suceder o rei Laufey, o desejo de Loki é tomar o trono de Odin, que por direito é de Thor.
Nos quadrinhos, assim como vimos no filme Avengers, os Vingadores surgem por sua causa; a primeira missão do grupo de heróis é deter o deus da trapaça, que planeja se vingar de Thor usando o Hulk como arma.
No cinema, Loki se consolidou como vilão. Contando com Thor: Dark World, serão 3 filmes com Loki como antagonista. Tanta evidência possibilitou criar um personagem com bastante profundidade e cheio de fãs. Assim como o Loki mitológico, essa versão nos faz duvidar que ele seja plenamente mau; mas é justamente por ser um vilão tão carismático que Loki se torna tão perigoso.
he he he
Aline ValekEscritora e redatora. Se hoje gosta tanto de escrever, a culpa é dos quadrinhos.
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