Quinta-feira tem programa especial sobre o Homem de Ferro na MTV e temos um pouquinho de participação no conteúdo: Fomos convidados pela MTV para ajudar com o roteiro do programa. O conteúdo especial que criamos durante os últimos meses, sobre o Universo Marvel e sobre o novo filme, fará parte do programa do PC Siqueira, [...]
O museu, um casarão no The Presidio (em SF), foi montado em ordem cronológica para contar a história da vida e carreira de Walt Disney. Já pensou? Ver de perto o primeiro rascunho do Mickey e de outros personagens tão importantes? É, no mínimo, emocionante.
A casa é recheada de passagens interessantes da vida pessoal do artista, como a réplica da ambulância que ele dirigiu durante a Primeira Grande Guerra.
Durante a visita, ficam claros os desafios que ele e o irmão Roy enfrentaram ao se mudarem para Hollywood e quais foram os primeiros passos para a revolução artística e tecnológica em seus projetos. Lá estão suas primeiras experiências com desenhos animados. Ver uma parede com 346 desenhos originais de Steamboat Willie (ou seja, 15 segundos da animação) é espantoso.
Além do primeiro rascunho do Mickey, estão lá: desenhos originais do Pinocchio, Dumbo, Branca de Neve e os Sete Anões, o Oswald, o começo da produção dos merchandisings (que mudaria para sempre o negócio), os primeiros cartazes de divulgação e as primeiras sementes para os parques.
Me chamou muito a atenção uma estante, escondidinha até, com potes coloridos. São as primeiras tintas usadas no processo de colorização dos filmes, o Technicolor. O Disney Studios foi o primeiro grande estúdio a usar a técnica, em 1932, para o filme “Flowers and Trees”.
Mesmo como convidado não pude tirar fotos, mas vale muito um passeio virtual no site e, se tiver a possibilidade de conhecer, não perca.
Gustavo GiglioPublicitário. Sócio do UoD. Responsável pelo mkt, novos negócios e projetos. É da música e da Guinness.
Nessa sexta-feira, chegou às telonas nacionais um dos longas mais aguardados do ano, a refilmagem de um dos maiores clássicos do universo Marvel: “The Amazing Spider-Man” (“O Incrível Homem Aranha”).
Spider-Man é ~apenas~ o meu super herói preferido desde sempre. Então, dá para imaginar como eu estava ansiosa por esse dia. ;)
Tão ansiosa quanto receosa, aliás. Receosa sobretudo pela escolha de Andrew Garfield como o protagonista: Garfield parecia bonito, descolado e descomplicado demais para representar o Peter Parker que conhecemos tão bem dos quadrinhos – e que Tobey Maguire viveu com perfeição na trilogia dirigida por Sam Raimi.
A comparação com os filmes de Raimi é uma sombra que rondou “The Amazing…” desde o anúncio do projeto dirigido por Mark Webb. Se de um lado Raimi foi criticado por não ter sido tão fiel aos quadrinhos, não há dúvidas de que também foi consagrado pela escolha de Maguire, uma versão mais melancólica e ingênua do papel principal, e pelo contrapeso equilibrado entre as cenas dramáticas, tão bem construídas, e as cenas de ação, tão explosivas para a época (dez anos atrás).
Mas Mark Webb conseguiu me surpreender. E Andrew Garfield me fez pagar a língua.
Eu adoro quando isso acontece. Adoro perceber que o filme foi mais forte que os meus preconceitos. Garfield venceu todas as minhas resistências e me arrebatou completamente.
Parece que Stan Lee, o gênio da Marvel por trás da criação de Spider-Man, concorda. Lee não só é o produtor executivo do novo título, como também faz uma participação divertidíssima em uma das melhores cenas do longa (reveja o depoimento do próprio Stan Lee aqui).
Peter Parker sempre foi um nerd, bem antes dessa onda “nerds are cool”. Como os tempos e as percepções mudaram, achei muito interessante que Webb tenha inserido elementos modernos, sem perder a alma do herói: Parker está mais leve e divertido, ainda que continue introspectivo e solitário. A carga dramática da HQ permanece, mas existe uma leveza que é nova e cai muito bem no contexto. E entendam: leveza ≠ superficialidade.
Se Webb traz novos ingredientes, como o skate, a internet e os celulares, de outro lado, ele retoma outros que eram essenciais nos quadrinhos e ficaram de fora da obra de Reimi: agora, as teias voltam a ser sintéticas e disparadas por lançadores. Nos filmes anteriores, os criadores, acreditando que essa versão era pouco convincente - um estudante, ainda que brilhante, ter criado sozinho, em seu quarto, o tal artefato – transformaram então a teia em orgânica, que era lançada pelo pulso do herói.
Além disso, o Dr. Curt Connors aqui não é apenas um professor, mas o importante cientista da Oscorp (inclusive, amigo dos pais de Parker, como nos quadrinhos). E é ele que vive o grande vilão da vez, o temível Lagarto, no melhor estilo Jackyll and mr. Hyde.
William Shatner, o Capitão Kirk, dirigiu um documentário focado nos fãs da série Jornada nas Estrelas em que pesquisa a importância da franquia e o impacto dos personagens, dos filmes, quadrinhos e livros na vida das pessoas. No mínimo interessante. Dá uma olhada no trailer.
Gustavo GiglioPublicitário. Sócio do UoD. Responsável pelo mkt, novos negócios e projetos. É da música e da Guinness.
Outro projeto que promete chamar atenção na Comic Con é o remake do Robocop.
O filme de 1987, vencedor do Oscar de melhores efeitos sonoros, voltará às telonas dirigido pelo brasileiro José Padilha. O vídeo acima é um comercial da OmniCorp que promove soluções para a segurança (lembra o que acontece durante os filmes, né?).
Todos os filmes usando esse tipo de estratégia (campanhas falsas de empresas fictícias) na tentativa de viralizar conteúdo (Total Recall, Prometheus e até o Spider-Man), tá na hora de pensar fora da cadeira, ninguém vai conseguir o que o Batman fez anos atrás.
Espero que façam jus ao legado do Robocop. Os filmes são bem bons (o game de Mega Drive também).
Gustavo GiglioPublicitário. Sócio do UoD. Responsável pelo mkt, novos negócios e projetos. É da música e da Guinness.
A Comic Con é o principal evento mundial sobre quadrinhos (para as grandes editoras e as independetes), séries de TV, Toy Arts, cinema e videogames. A convenção, realizada anualmente em San Diego, promove o maior encontro de novos e consagrados artistas, criadores, editores e profissionais do mercado. Este ano serão cerca de 1000 expositores nos mais de 20 mil metros do Centro de Convenções e, pela primeriva vez, o UoD estará presente.
Conheceremos os principais lançamentos e as ações das principais editoras, participaremos de workshops, palestras, exibições e acompanharemos o Eisney Awards (principal premiação do mercado de quadrinhos).
Já estou na Califórnia para garimpar algumas novidades para o Danger e para o UoD, sugestões são super bem-vindas.
Para começar, me diga o que achou deste novo poster do Hobbit? E o do OZ da Disney (já para o mercado nacional)? Cada coisa linda, não?
Gustavo GiglioPublicitário. Sócio do UoD. Responsável pelo mkt, novos negócios e projetos. É da música e da Guinness.
Agora não tem mais volta: Peter Jackson já terminou as filmagens de O Hobbit, adaptação da obra de Tolkien que irá para o cinema em duas partes, com estreias já confirmadas para final de 2012 e de 2013. O Hobbit: uma Jornada Inesperada só entra em cartaz em 14 de dezembro deste ano; ou seja, ainda vai demorar um pouquinho para vermos Bilbo e seus amigos anões aprontando altas confusões.
Enquanto a data não chega, resta aos fãs matarem sua vontade com trailers e making ofs. Mas se você quer mesmo se aquecer para essa jornada, indico a linda e perfeita adaptação de O Hobbit para os quadrinhos.
as capas das edições que saíram no Brasil
Já tenho esse O Hobbit na minha estante há alguns anos. A adaptação com roteiro de Charles Dixon e arte de David Wenzel foi publicada em 2002, mas sempre é tempo de conferir.
Em uma toca no solo, vivia um hobbit. Não era uma toca nojenta, suja e úmida, e nem uma seca e cheia de areia: era uma toca de hobbit, e isso significa conforto.
A história, que começa com essa simpática descrição, acontece 60 anos antes da narrativa de O Senhor dos Anéis, e conta como Bilbo, um hobbit respeitado no condado por nunca ter feito algo inesperado, tem a sua vida virada de cabeça para baixo quando aceita se juntar a Gandalf e a um grupo de anões em uma jornada para recuperar um grande tesouro roubado por um dragão tão grande quanto.
Os desenhos são tão fantásticos quanto essa aventura épica. O estilo dos personagens, das roupas e dos cenários faz referência ao visual dos contos de fadas e das mitologias céltica e nórdica. O colorido das ilustrações contrastam com o estilo medieval que vimos nos filmes de Peter Jackson.
Pode ser uma ótima experiência ser apresentado a uma visão diferente da mesma história antes de assistir ao filme – e, principalmente, já começar a acolher os personagens dessa aventura no lugar que eles merecem estar: na nossa imaginação.
Aline ValekEscritora e redatora. Se hoje gosta tanto de escrever, a culpa é dos quadrinhos.
Malcolm Sutherland soltou essa homenagem às Tartarugas Ninjas (cujo desenho completa 25 anos em 2012), uma animação com visual espetacular:
Por falar em TMNT, os pupilos do Mestre Splinter também vão ganhar um documentário em 2012. A produção independente – que ainda não está pronta, você pode ajudar aqui – tem entrevistas com os criadores Kevin Eastman e Peter Laird e vai mostrar a evolução do quarteto de tartarugas:
E ainda vamos ouvir falar muito de Leonardo, Donatello, Rafael e Michaelangelo. O filme com produção de Michael Bay foi interrompido para ajustes no roteiro (ainda bem), mas uma nova animação estreia no fim do ano:
Bruno Taurinhoé jornalista. Acredita que a verdadeira Trindade é formada por Stan Lee, Jack Kirby e Steve Ditko.
Apesar de ser o nome de uma série de quadrinhos e de um jogo para computador, é de outro Deus Ex Machina que vamos falar. Ele já apareceu em vários filmes, livros e quadrinhos e você nem deve ter percebido. Deus Ex Machina é uma solução inesperada e milagrosa que surge para resolver um conflito aparentemente insolúvel da história. É um recurso que alguns autores usam quando não sabem resolver de outra forma a encrenca na qual colocaram os personagens e resolvem dar uma “roubada” para o enredo acontecer; portanto, pode ser considerado um defeito da narrativa.
Deus Ex Machina significa, literalmente, “deus surgido da máquina”, fazendo referência à sua origem, na Grécia Antiga. Nas peças de teatro daquela época, era comum a trama ficar cada vez mais complicada até que, em determinado momento, descia um ator de guindaste para o meio da encenação, e ele, representando um deus, aparecia para resolver todas as pontas soltas da história com seu poder divino.
Hoje, nem precisa de guindaste ou de um deus para um Deus Ex Machina acontecer: ele pode vir disfarçado de nave vindo salvar o herói no alto de um penhasco quando o inimigo está quase para pegá-lo, ou de um lenhador que aparece bem na hora de impedir que o lobo coma a menina indefesa.
Listei os momentos Deus Ex Machina que considero os mais memoráveis. Até para mostrar que isso acontece mesmo nas melhores histórias. Abaixo, segue a lista (cuidado, pode conter spoilers).
A San Diego Comic Con começa daqui a pouco e vem muita novidade da Marvel por aí. Se no ano passado o reboot de toda a linha de super-heróis da DC Comics deu o que falar, um evento parecido na Casa das Ideias deve ser o assunto principal da maior convenção de quadrinhos da América em 2012.
Com o fim do épico Avengers vs. X-Men, chegará o “Marvel Now” uma iniciativa que vai relançar pouco mais de 20 séries da editora, mas sem alterar a cronologia (como fizeram os Novos 52 da DC). Algumas séries envolvendo os Vingadores e os X-Men já foram reveladas e a principal delas parece que vai ser a “Uncanny Avengers”, que começa no mês de outubro, segundo informações que tem pipocado nesses dias pré-Comic Con.
Essa nova série Uncanny Avengers vai misturar os Vingadores com os X-Men para encarar o Caveira Vermelha, mas o motivo dessa união só vamos saber em setembro, quando Avengers vs. X-Men 12 chegar às comics shops. Até lá, tudo é especulação, mas o teaser revelado por Joe Quesada, editor da Marvel, levanta muitas questões interessantes para quem tem acompanhado a Marvel nos quadrinhos e também no cinema:
Visuais diferentes para quase todo mundo. O do Capitão América, por exemplo, mais próximo da versão do cinema. E por falar em cinema, a Marvel confirmou um filme dos Guardiões da Galáxia e porque não incluir dois deles na nova formação dos Vingadores, para deixá-los em evidência? Aliás, o Rocket Raccoon dá um ótimo vingador, como não pensaram nisso antes?
O Ciclope também está de cara nova, provavelmente resultado do último épico da Marvel. Mas, como já disse, só vamos saber com certeza em setembro, assim como teremos a resposta sobre o retorno de outra personagem do teaser, Jean Grey. Com o uniforme de Marvel Girl, será que a Fênix está de volta (outra vez!) ao universo Marvel? E o que Cable e a Mulher Invisível estão fazendo ali?
Outro personagem digno de nota é Marcus Johnson. Filho bastardo de Nick Fury (que aprontou muito nos anos 1960 e 1970), o novo agente da S.H.I.E.L.D. faz parte de uma estratégia da Marvel que tem sido bem aceita. O personagem se parece muito com o Nick Fury da linha Ultimante, aquele que inspirou o papel de Samuel L. Jackson no filme dos Vingadores.
Cinema e quadrinhos nunca estiveram tão próximos na Marvel Entertainment.
Bruno Taurinhoé jornalista. Acredita que a verdadeira Trindade é formada por Stan Lee, Jack Kirby e Steve Ditko.
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